Destinos no Brasil e fora dele para os amantes de swing

Guilherme Renso

Para nós do Mochilaí, que temos na essência um tom mais irreverente em nossas conversas, seria muito fácil começar essa matéria com piadinhas e trocadilhos ligados a sexo e swing. Mas, depois de pesquisarmos e conversarmos com adeptos dessa prática e, antes de falarmos sobre os destinos mais frequentados pelo público que busca esse prazer em viagens, percebemos que algumas coisas precisavam ser ditas.

A primeira é que, assim como em um relacionamento a dois, quando um não quer, os dois, três ou quantos estiverem no ato, não brigam e não fazem. Simples assim. Respeitar as vontades do outro é obrigação. E isso vale em qualquer situação. A palavra ou gesto de permissão precisa sempre ser precedida de qualquer momento. Caso contrário, deixa de ser prazeroso. Outra conduta utilizada, a título de manter a privacidade dos chamados casais liberais, é o uso de apelidos. Ou seja: ninguém se identifica pelo nome de batismo e isso vale também para essa matéria. Combinado?     

Dito isso, trataremos de mudar o rumo dessa conversa para outros 300 tons de cinza. Afinal, 50 é muito pouco. Sendo mais explícito, um dos lugares no Brasil mais frequentados por quem é adepto, é Balneário Camboriú, conhecido como a capital do carnaval de swing do Brasil. Segundo Fernando, praticante há aproximadamente 15 anos, a cidade catarinense não possui nenhuma pousada exclusiva para a prática, mas isso não é impeditivo.

“Quando minha esposa e eu confirmamos que estamos indo pra lá, por exemplo, fazemos contato com casais que residem naquela localidade e começamos uma conversa. Durante o dia, somos turistas como qualquer outro. Vamos a restaurantes e temos uma rotina normal de todo viajante. À noite, há chances de acontecer. No entanto, o evento será uma consequência. Todo praticante com experiência sabe disso”, explica Fernando.  

Outro destino apontado por ele é a praia de Pipa, no Rio Grande do Norte. Nesse cenário, diferente do anterior, há alguns estabelecimentos hoteleiros que atendem exclusivamente a esse público. Ainda nas redondezas daquela praia, assim como em outras partes do Brasil, também há a prática mais velada. Ou seja, nada é declarado, mas quem vai pra lá e gosta do assunto, sabe que, na casa noturna X, ou até mesmo dentro de determinados hotéis, tem grandes chances de encontrar. “Tudo começa pela troca de olhares e uma boa conversa”, aponta.

O terceiro destino que vamos sugerir é nada menos que Cancun, no México, mesmo local onde o casal Beto e Sil, liberais há um ano e meio e naturais de São Paulo, planejam vivenciar experiências picantes em um dos resorts exclusivos. “Já passamos por cidades como João Pessoa, na Paraíba, Extrema, em Minas Gerais, além de Balneário Camboriú. Em todas elas, a regra é muito clara: tudo é permitido, mas absolutamente nada é obrigatório”, comenda Sil, que deve realizar seu sonho no México, junto com Beto, no final desse ano.

Dentre as capitais, destaca-se São Paulo e Curitiba. Agora é só escolher o destino, fazer amizades com outros casais e, se assim ambos desejarem, trocar carícias e correr pro abraço, sempre, é claro, encapando o bico do bule. Afinal, ninguém tá afim de ficar doente, certo?