Países que arrasam na acolhida ao público LGBT

Guilherme Renso

O Mochilaí tem por essência e linha editorial fazer do assunto turismo uma grande brincadeira levada a sério, trazendo um conteúdo informativo e, ao mesmo tempo, com descontração, irreverência e alegria. No entanto, alguns deles, para que cheguem nessa atmosfera, precisam passar por reflexões. O Brasil, famoso que é lá fora por seu povo acolhedor e receptivo, é o país que mais mata travestis, transexuais, homossexuais e bissexuais no mundo. Nós, do Mochilaí, não só respeitamos essas pessoas, que tem sim o direito de andar de mãos dadas na rua, como vamos agora mostrar algumas nações que melhor recebem esse público. Quem sabe não possamos começar a seguir o exemplo.

O primeiro país que arrasa na pista feito um boy magia é a Dinamarca. Em 1998, a terra do bacalhau foi a primeira nação no mundo a reconhecer o união entre pessoas do mesmo sexo. Em Copenhague, a capital, um dos locais que mais exalam purpurina é o Centralhjornet. Trata-se de um tradicional bar destinado ao público LGBT, com mais de 50 anos de história. Outras estruturas que merecem ser mencionadas são a torre da prefeitura e a praça no seu entorno. A primeira delas corresponde a um dos prédios mais altos de lá e propicia uma vista lacradora. Já a praça ganhou o nome de Arco-íris, como uma forma de manter no cotidiano dos moradores e turistas a importância de respeitar a todos, independente da orientação sexual.

Ainda na Europa, o país que em outrora tinha um muro que o dividia em oriental e ocidental, também dá exemplo de união e cidadania. Os bairros mais bafônicos de Berlin são Schoneberg, Kreuzberg e Prenzlauerberg. O primeiro deles se destaca por festejar o Orgulho Gay. Em comum, os três aqui estão por oferecerem variedade de bares, clubes, entre outros estabelecimentos que arrasam.          

Mas, para quem quer viajar para um destino mais próximo e se divertir horrores, esse lugar é o Uruguai. O nosso vizinho seguiu o exemplo mara da Dinamarca e foi o precursor da América Latina, em 2013, a legalizar a união homoafetiva.

Saindo da América do Sul e percorrendo no mapa o Brasil, México, Estados Unidos, desembarcamos no Canadá, cidade de Toronto. Aquele país é reconhecido internacionalmente como um dos mais avançados do continente quando o assunto é união entre pessoas do mesmo sexo. The Village, em Church-Wellesley, é um aclamado ponto de encontro cultural do público LGBT. O lugar possui desde teatros até comércios com o selo “gay friendly”.

Outro país que faz a parte dele é a Nova Zelândia, e não é de hoje.  Foi em 1998 que essa pátria cravada na Oceania adotou, também de forma pioneira, a etiqueta Gay e Lesbian Friendly em sua rede hoteleira e nas lojas, ganhando reconhecimento até mesmo fora de lá. Exatos 15 anos depois, em 2013, o país também aprovou a lei do casamento entre pessoas de mesmo sexo. Dentro desse cenário, um dos eventos que atrai turistas do mundo todo é a Semana Gay de Esqui, promovida em Queenstown, entre os meses de julho e agosto.

Pra não dizer que não falamos do nosso umbigo, a cidade de São Paulo realiza, desde 1997, a Parada do Orgulho LGBT, na Avenida Paulista, em um dos maiores eventos desse gênero do país. Anualmente a Parada movimenta a economia e atrai turistas de outros estados e do mundo. A pátria amada legalizou o casamento homoafetivo em 2013, mas, como vimos aqui e dissemos no início, ainda temos um longo caminho pela frente, até que finalmente, atravessamos o arco-íris e encontremos, no final dele, o pote de ouro chamado respeito.