Cunha: paraíso entre o mar e a montanha

Guilherme Renso

Sabe aquela cidade que você vai, se apaixonar e mesmo sabendo que o Brasil tem outros 5.569 municípios a serem desbravados, sempre dá um jeitinho de voltar, pelo menos pra passar o dia? Então. Cunha é um desses exemplos. Pra começar a apresentar os motivos, digo que a estância turística está localizada a 46km de Paraty e outros 45km de Guaratinguetá. Sem querer rimar, mas já rimando, Cunha fica entre a montanha e o mar.

Além de tal localização privilegiada, a cidade, em si, apresenta diversas atrações. Mas, antes de chegar a elas, já vou logo avisando: as doses de aventura, como estrada de terra e contato com a natureza, estão garantidíssimas. A primeira dica, conforme o casal Marcos Madeira e Mônica Chioratto nos conta, é o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha. São 13,3 mil hectares da privilegiada porção de biodiversidade. Estão garantidos bons momentos em três trilhas: do Rio Bonito, das Cachoeiras e do Rio Paraibuna. “Ah, mas eu quero levar a bike!”. Não por isso. Bem-vindo à Trilha das Arapongas, com seus 12,4 quilômetros, contando ida e volta, para você pedalar.   

Outra dica do casal, que administra sua jornada de trabalho entre Cunha e a capital paulista, também com o intuito de aproveitar as belezas naturais do lugar, é o pesqueiro do Zé Pequeno. Por lá, as trutas saem da água do lago diretamente para o seu prato e você ainda pode escolher entre postas ou filés, sem deixar de ter o acompanhamento de arroz, salada, tomate e batata frita.  Falando em água, dá água na boca só de imaginar.

Deixando esse papo gastronômico de lado, vamos voltar a saudar a natureza de Cunha. Dessa vez, lá no Contemplário. A grande área abriga plantações de, entre outras, lavanda, alecrim e capim-limão. “Mas eu só vou ver a plantação?”. Não. Além da linda vista que você pode apreciar, faça também um piquenique em uma das inúmeras mesas espalhadas pela área e confira os produtos feitos a partir desses cultivos, tais como aromatizantes, repelentes e sabonetes.

E nem pense em ir embora de Cunha sem conhecer também um dos aproximadamente 20 ateliês de cerâmica que a cidade abriga. Afinal, não é todo dia que se tem a oportunidade de visitar o maior polo de cerâmicas artísticas da América Latina. Pra quem, depois dessa matéria, ficar entusiasmado com a ideia (nosso objetivo é sempre esse), tente acompanhar também a chamada abertura do forno, última etapa desse processo de produção. Um daqueles 20 ateliês é o Suenaga & Jardineiro, que fará uma das aberturas em 31 de março. Depois, outra em 30 de junho e, por fim, 08 de setembro.  

Como última dica, O Lavandário, com suas diferentes espécies, formas, cores e concentrações de Lavanda. O local é um clássico na cidade e enche os olhos com seu mar interminável dessa planta. Quer dizer, quase interminável, uma vez que, ao final dela, o visitante encontra uma loja, com produtos como cerveja e chá. Todos tendo como base a lavanda.

Não poderíamos ir embora sem antes passar os endereços dos locais por onde passamos. O Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha fica na Rodovia Paulo Virgínio, KM 56,2 – Estrada do Paraibuna. Já o Pesqueiro do Zé Pequeno fica na Rod. Cunha – Paraty, KM 56,5, Estrada da Paraibuna, km 11. Por sua vez, o Contemplário está no KM 61.5 - “Rodovia Vice Prefeito Salvador Pacetti” – Taboão - Cunha. A nossa quarta parada foi no Ateliê Suenaga & Jardineiro, que está na Rua Doutor Paulo Jarbas da Silva, 150 – Mantiqueira – Cunha. Por fim, O Lavandário, que está na Rodovia SP-171, Km 54,7, S/n - Boa Vista, Cunha.