Viagem (sem neuras) na gravidez

Guilherme Renso

Junto com um bebê, ou até mesmo antes dele chegar ao mundo, surgem também uma família e vários especialistas em coisa nenhuma que adoram dar palpites. "Tô certo ou tô errado", perguntaria Sinhozinho Malta? Aqueles mesmos “conselhos” que a pessoa ouviu da tia, que pegou da avó, que por sua vez ouviu, em algum lugar, em um tempo distante, de outro alguém desconhecido. Ufa. Mas vamos falar sério?

Quando o assunto é viajar na gravidez, muito se fala e se sugere. No entanto, eu não entendo nada do assunto e, por isso, fui direto na fonte: a Dra. Rosiane Mattar, professora titular do departamento de obstetrícia da escola paulista de medicina. Ela respondeu algumas perguntas que toda gestante se faz nessas horas.

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Semana limite para viajar

A primeira delas é a famosa “até quando posso andar de avião grávida?”. Nesse caso, a resposta não pode ser exata, uma vez que depende da distância a ser percorrida. Se estiver correndo tudo bem, sem complicações gestacionais, a semana limite para andar de avião na gravidez é a 28ª. No entanto, algumas companhias aceitam até a 32ª, o que daria, aproximadamente, seis e sete meses, respectivamente. Desse ponto, pra frente, a Dra. Rosiane afirma que algumas companhias já não aceitam mais e, não por acaso, não é recomendado.  

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A obstetra nos contou também que o maior problema da viagem aérea, em especial aquelas de longa distância, é o risco de eventos trombóticos e tromboembólicos. Para passar bem longe disso, o caminho é usar meia-elástica até os joelhos, manter-se sempre hidratada, não segurar a urina e, principalmente, evitar ficar sentada por muito tempo. Então, se estiver viajando sozinha, nada de janelinha do avião. O ideal são as poltronas no corredor, que facilitam a locomoção e te deixam livre.

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Cuidado com as vias aéreas

Falando em avião e ar, a gestante não é controladora de voo, mas também deve tomar cuidado com possíveis problemas nas vias aéreas, já que, por ser um ambiente fechado, ficam mais propícias a infecções. “A recomendação é sempre procurar os primeiros lugares no avião, pois o risco seria menor. Se ela perceber alguém com algum quadro gripal, deve-se colocar uma máscara”, orienta Rosiane.

A palavra máscara remete a aeromoça, que por sinal, faz lembrar instrução antes do voo e, finalmente, atar o cinto de segurança. “Ah, não. Vai apertar a barriga. Não quero usar!”, a grávida pode estar pensando. Aliás, pode parar de pensar agorinha mesmo. A doutora nos contou que o item não vai ameaçar a barriga e tampouco prejudicar o bebê. Resumindo: perigoso mesmo, é não usar.     

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Falando em mamãe, eu também fui conversar com Isabel Cunha, nossa modelo dessas fotos que vocês viram no decorrer do texto. Ela e o Renato, seu esposo, são pais da Mariana e do Lucas. A paulistana relatou que, durante a gestação, o aeroporto e a companhia aérea podem exigir uma autorização do médico, liberando a passageira para a viagem. “Estando ou não com mais de 28 semanas e, na possibilidade de fazer um trecho aéreo, é importante ter esse documento em mãos”, afirmou.  

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